terça-feira, 24 de março de 2015

Devo chamá-los de Surdo, Surdo-Mudo ou Deficiente Auditivo? Saiba mais...

E a Sociedade Pergunta: 

Surdo, Surdo-Mudo, 

ou Deficiente Auditivo?

Artigo por Camila Gois Silva de Lima - sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O que mudou ao longo dos séculos na Educação de Surdos? A Educação de Surdos
desde o Século XV foi tratada como caso patológico passível de ser curada, daí o interesse
de vários médicos nos estudos de pessoas surdas, levando em consideração que muitos
profissionais interessados na causa tinham algum parente surdo.

De início acreditava-se que a oralização era a mais eficaz forma de educar surdos visto
que a sociedade se comunicava através da oralidade, neste período os gestos
(como eram chamados os ditos sinais) deveriam ser a todo custo banidos da
 comunicação surdo-surdo e surdo-ouvinte,este método ficou conhecido como Oralismo.

Durante o Oralismo o surdo era tratado como Surdo-mudo, ou o mais comum: Mudo.

A sociedade, sobretudo os médicos e educadores observando que tal nomenclatura
 era errônea, depois de vários estudos chegou à conclusão que o aparelho fonador
 do surdo assim como os dos ouvintes estavam preservados, sendo assim o termo
 mudo não era (e não é) cabível, contudo, o sentimento de “culpa” e de discriminação
 determinou o tão conhecido termo Deficiente Auditivo como o mais correto para se 
reportar às pessoas surdas.

O termo Surdo tem sido utilizado quando a pessoa com surdez é caracterizada 
como surdez profunda no âmbito da medicina, quando é leve ou moderada ainda
 persiste o termo Deficiente Auditivo, já na Comunidade Surda, o Surdo é aquele 
que é usuário de Libras e é pertencente a tal.

Se ao termo Deficiente Auditivo não estiver impregnada de preconceito por parte de
 quem o utiliza não deve ser errôneo, do ponto de vista que devamos tratar o termo
 DEFICIENTE não como incapaz, mas como Déficit, ou seja, algo que não está em
 sua totalidade, mas que não impede da pessoa viver em sua plenitude,
caracterizando também aos que não são usuários da LIBRAS e fazem a leitura labial.

Entretanto o termo surdo-mudo de fato deve ser banido da sociedade, visto que a 
surdez não acarreta nenhuma perca no aparelho fonador do indivíduo, o surdo
 não fala porque não ouve, e não porque suas cordas vocais foram comprometidas 
devido à surdez.

Referência Bibliográfica HONORA, Márcia, FRIZANCO, Mary Lopes Esteves,
 Livro Ilustrado de Língua Brasileira de Sinais: desvendando a comunicação
 usada pelas pessoas com surdez. II Título, São Paulo, Ciranda Cultural, 2009. 


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